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Editor: Paulo Pontes - MTB 16.441

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LISBOA

São Paulo, 02 de abril de 2009

Em reforma, Lisboa busca definição entre o novo e o restaurado

Há cerca de 20 anos a capital portuguesa se transformou num canteiro de obras que não têm hora para acabar. Com restauros e novas construções aqui e ali, Lisboa tem trabalhado para tirar o pó do velho e iluminar o novo --como o futuro trem-bala Lisboa-Madri e o terminal de cruzeiros.

Lisboa recebe anualmente 2,5 milhões de turistas estrangeiros --desses, 180 mil são brasileiros. Perdeu cerca de 20% de ocupação de leitos de hotéis desde outubro passado, mas continua sendo atraente pelo preço inferior ao de outras capitais do Velho Continente.

Divulgação

 

Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, fica na Baixa Pombalina, em Lisboa

Irmão menos abastado da União Europeia, o país se beneficiou da entrada no grupo (ocorrida em 1986) com a chegada de mais investimentos para a conservação de seu patrimônio histórico e para a criação de outros atrativos turísticos. Um movimento que pode ter ficado mais lento com a crise, mas não sofreu revés.

O Rossio (ou praça D. Pedro 4º) foi restaurado no início desta década. Situado na Baixa Pombalina, é um dos pontos centrais da vida lisboeta. Outros locais passam pelo mesmo processo, como a Praça Imperial, atualmente fechada ao trânsito para sua recuperação.

"Tivemos em Lisboa a Expo 98 [Feira Universal] e houve muitos investimentos que se prolongaram", relata Vitor Costa, diretor-geral da ATL - Associação Turismo de Lisboa. "E entramos agora em uma outra época de investimentos."

 

Mosteiro dos Jerônimos fica no bairro de Belém, onde se encontra também a confeitaria do tradicional doce português

A cidade está envolta em dois grandes projetos de transporte: um novo aeroporto e o trem-bala que irá de Madri a Lisboa em duas horas. O tempo de viagem de trem será o dobro da aérea, mas sem check-in. A viagem inaugural deve ocorrer em 2013.

As novidades vêm também por mar. Segundo Costa, 19 quilômetros de litoral estão sob investimento atualmente, incluindo a construção de um terminal para cruzeiros entre a Alfama e a Baixa, na zona central.

Parque, descanso e quitutes

Justamente para a Expo 98, 11 anos atrás, foi construído o Parque das Nações, oásis futurista situado em uma antiga zona industrial à beira do rio Tejo. O local mantém instalações voltadas à cultura e à ciência, como o Oceanário (o maior da Europa, com exemplares dos cinco oceanos) e o Pavilhão do Conhecimento, espécie de Estação Ciência crescida e turbinada.

Quem preferir a Lisboa tradicional pode descansar e repor as energias no café A Brasileira, no Chiado, e na Confeitaria Nacional, na Baixa --pontos obrigatórios para o visitante.

A busca de quitutes inclui, claro, uma passagem pelo berço do mais famoso doce português. A Antiga Confeitaria Ria de Belém é facilmente identificável pelos toldos azuis em um endereço difícil de errar: rua Belém, 84, no bairro de Belém. Os funcionários do local fazem questão de informar que apenas lá se come o verdadeiro pastel de belém. O restante é pastel de nata.

Ao fim do dia, vale conhecer o Pavilhão Chinês, bar estiloso repleto de miudezas de diversas partes do mundo. Lenine já gravou vídeo por lá com o português Pedro Abrunhosa.


Mary Persia, da Folha Online

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