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BUENOS AIRES

 

 

Buenos Aires: boa, bonita e barata

Para quem pensa em fazer uma primeira viagem internacional, do ponto de vista econômico, atualmente não existe destino mais interessante que Buenos Aires. A crise financeira mundial, detonada nos Estados Unidos há um ano, atingiu em cheio a já fragilizada economia argentina e valorizou ainda mais a nossa moeda por lá. 

Se os argentinos estavam acostumados a invadir as praias brasileiras e podiam se gabar de o peso argentino valer mais que o nosso real, hoje literalmente vivemos o outro lado da moeda. Em junho deste ano, o real chegou a valer o dobro do peso argentino.

Viajar para Buenos Aires é atrativo desde a compra da passagem. Por um pouco mais de US$ 200,00 é possível comprar tíquetes de ida e volta em classe econômica em até 5 vezes sem juros e, dependendo da companhia aérea e cartão de crédito, o parcelamento pode ser em até 10 vezes sem juros. Como o voo não dura mais que duas horas e meia, assentos um pouco mais apertados não são tão desconfortáveis assim. Outro chamariz é a hospedagem em hotéis de classe econômica. Não é difícil encontrar um quarto para duas pessoas por R$ 100,00 a diária. 

Além de conquistar o brasileiro pelo bolso, Buenos Aires fascina também quem busca por turismo cultural. Famosa por sua arquitetura europeia, berço do tango e das milongas, a capital oferece ao turista variados tipos de passeios, que vão de estádios de futebol como o tradicional La Bombonera, templo do Boca Juniors, passando por museus como o Museo Evita, dedicado à vida da polêmica primeira-dama, até o Cementerio da Chacarita, onde está enterrado o corpo de Carlos Gardel, cantor e mito do tango. 

O número de brasileiros que desembarca na capital argentina vem aumentando gradativamente. Um giro rápido por pontos tradicionais, como a Praça de Maio ou o Obelisco, é garantia de se cruzar com gente falando português. Dados da Secretaria de Turismo da Argentina/Indec mostram que em junho de 2008 o número de brasileiros na Argentina foi de 54.582 pessoas, um salto de 20% em relação ao mesmo período de 2007. Em 2009, a crise freou o fluxo em 15%, mesmo assim, o número de brasileiros que buscam o destino mantém-se em crescimento. 

A pesquisa mostra ainda que 72% dos turistas brasileiros ficam em Buenos Aires, seguida pela região da Patagônia, com 10,7% dos pacotes, e o terceiro lugar fica com a região de Buenos Aires, para onde se encaminham 8,8% dos visitantes. Os hotéis de 4 e 5 estrelas são eleitos por 60% dos visitantes, sendo que os de categoria entre 3 e 1 estrela hospedam 26% dos passageiros que chegam ao país. Quanto ao perfil do turista brasileiro — homens e mulheres em igual proporção — que chega à Argentina, a pesquisa dá conta de que a maioria — 37% — tem entre 30 e 44 anos e 25%, entre 45 e 59 anos.

Mais brasileira do que nunca 

Se no futebol Brasil e Argentina são oponentes históricos, no campo do turismo o país de Maradona é extremamente receptivo. Na maioria dos hotéis o português é uma língua comum entre os recepcionistas e se não falam, no mínimo compreendem. Até na alfândega os argentinos estão querendo falar português. Um passeio pela Rua Florida dá uma ideia de quanto o Brasil está em alta por lá. Casacos de couro são oferecidos em alto e bom português. Reais — ou reales , como eles chamam nossa moeda — podem ser trocados em qualquer casa de câmbio, desde as mais conhecidas até as mais simples.
Mas é bom ter cuidado: as autoridades locais orientam os turistas a trocarem dinheiro em casas oficiais ou em bancos. O brasileiro também vai se sentir em casa ao passear pelas ruas centrais. Os camelôs já tomaram conta de muitas delas e, como no Brasil, vendem de alho a bugalho

 

 

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