Em muitos países, mesmo com a receita do seu médico, você pode ter que passar em uma consulta com um médico local para conseguir os remédios.
É melhor você levar os remédios que toma habitualmente do que deixar para comprá-los no exterior. Leve-o em estoque suficiente para a duração da viagem, juntamente com seus dados clínicos (tipo sangüíneo, alergias, etc.) e receitas (de óculos, inclusive).
Na receita deve constar o nome genérico do remédio, já que o nome comercial pode variar de um país para outro.
Caso você queira comprar medicações, seu médico precisa fazer uma receita com o nome genérico do produto.
Usar lentes de contato durante uma viagem de avião pode causar danos à córnea. A concentração menor de oxigênio e a falta de umidade na aeronave provocam o ressecamento do olho, que fica inchado com o atrito da lente de contato e causa desconforto.
Para amenizar a irritabilidade dos olhos durante o vôo, algumas gotas de colírio de lágrima artificial diminuem o sofrimento, mas não evitam possíveis danos à córnea.
A lesão consiste no deslocamento da camada superficial da córnea, comum nas viagens de avião acima de duas horas de duração.
Para esse tipo de dano ocular, considerado leve, nenhum tratamento ou medicação são indicados por especialistas. O melhor a fazer é deixar de usar as lentes de contato até que os olhos se restabeleçam por si. Isso pode acontecer em horas ou em alguns dias, de acordo com a sensibilidade de cada um.
Durante esse período de convalescença, a pessoa vai sentir dor no local, lacrimejamento e vermelhidão. Em pessoas com maior sensibilidade ocular pode ocorrer uma infecção, que se não tratada devidamente, transforma-se em úlcera de córnea. Mais grave, a úlcera tem como conseqüência a diminuição da visão no futuro.
Em vôos de até duas horas de duração é possível usar as lentes de contato sem prejuízos à visão, porém, recomenda-se não dormir com elas durante a viagem.
Fonte: Milton Kara José, professor titular dos departamentos de Oftalmologia da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)
Diabetes
Passageiros portadores de diabetes devem ser aconselhados acerca da melhor hora da medicação e eventuais modificações na dosagem de insulina, em função das alterações de fuso horário próprias dos vôos longos. A insulina não se degrada à temperatura ambiente da cabine. Em sua bagagem de mão leve os medicamentos e equipamentos de que faz uso.
O passageiro deve ter consigo barras de chocolate ou outras fontes de açúcar para que não ocorra hipoglicemia secundária por jejum prolongado, pois deve-se considerar possibilidades de atraso no serviço de bordo.
Doenças cardíacas
Aconselha-se que o passageiro carregue em sua bagagem de mão sua medicação completa acompanhada de uma receita médica recente sobre a forma de utilização e um eletrocardiograma. Em casos especiais pode-se requerer o uso do oxigênio durante o vôo.
O vôo é desaconselhável para paciente que tiveram infarto agudo do miocárdio não complicado há menos de três semanas, infarto agudo do miocárdio complicado há menos de seis semanas, angina instável, insuficiência cardíaca grave ou descompensada e acidentes vasculares cerebrais há menos de duas semanas.
Respiratórias
Os passageiros portadores de doenças respiratórias devem estar especialmente alerta devido a menor pressão de oxigenação da cabine. Se for portador de asma brônquica deve estar compensado e levar sempre consigo seus medicamentos habituais. Passageiros com problemas respiratórios crônicos necessitam ser liberados para o vôo, considerando o eventual uso de oxigênio a bordo, sendo sempre sugerido o preenchimento do Medif (Medical Information Form).
Viagens aéreas são contra-indicadas para pessoas que apresentam:
- Incapacidade de caminhar 50 metros ou subir um lance de escadas sem que ocorram sintomas de falta de ar
- Presença de cianose (extremidades arroxeadas)
- Presença de pneumotórax não drenado
- Sinusites agudas e crônicas descompensadas
- Infecções respiratórias, em particular a tuberculose pulmonar.
Doenças infecto-contagiosas
É totalmente contra-indicada a viagem de pessoas em fase ativa de doenças infecto-contagiosas. Embora muito raro, devido à filtragem de ar da cabine, são descritos casos de transmissão de doença a bordo. Desta forma, não são aceitos para o vôo, por representarem riscos aos demais passageiros, portadores de tuberculose pulmonar em fase ativa.
Doenças neurológicas e psiquiátricas
Os passageiros portadores de epilepsias devem exercer especial controle para as viagens aéreas. Freqüentemente ocorrem descompensações com risco de convulsões precipitadas pela menor pressão atmosférica, o uso de bebidas alcoólicas, atrasos ou alterações na medicação habitual podem contribuir para isso.
Virose de transmissão respiratória (catapora, rubéola, sarampo, etc.)
Portadores de doenças psiquiátricas não devem viajar desacompanhados, pois podem acarretar situações de risco para si mesmos e para os demais passageiros. O estresse aeroportuário, o medo de voar, entre outros fatores, pode ajudar a descompensar um caso que não esteja totalmente controlado.
Cirurgias
Algumas cirurgias deixam uma determinada quantidade de ar no interior do corpo humano, como conseqüência do ato operatório. A expansão deste ar aprisionado pode levar desde um pequeno desconforto a situações de real emergência.
As condições cirúrgicas que contra-indicam o vôo até que haja reabsorção dos gases são: cirurgias abdominais convencionais ou por laparoscopia, cirurgias de descolamento de retina, cirurgias torácicas com pneumotórax não drenado.
O preenchimento do Medif (Medical Information Form) pode ajudar a identificar em quais casos é necessária uma atenção especial. O Medif é um formulário padrão de utilização internacional para registros das condições especiais de um eventual passageiro.