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BUDAPESTE

Arquitetura ao longo do Danúbio mostra a riqueza cultural de Budapeste


Os edifícios de fachadas rendilhadas, ricamente ornamentados com detalhes em mosaicos, arabescos, elementos orientais e grandes figuras humanas pretendendo sustentar as fachadas são a primeira das belas e agradáveis surpresas de Budapeste.

A arquitetura revela a história da cidade, deixa evidente a influência da ocupação turco-otomana e mostra toques folclóricos, como buquês de flores e pássaros, num típico exercício do nacionalismo húngaro. Outros edifícios relembram, na grandiosidade dos espaços, a nobreza da cidade que um dia dividiu com Viena a sede do Império Austro-Húngaro. Com um jeitão urbano que lembra Paris, Budapeste ganhou o aspecto atual nos anos 1890, quando muitos dos magníficos edifícios foram construídos, na comemoração do seu 1000º aniversário.

Mas tudo isso é pouco, porque a beleza da cidade se espalha por toda parte, ao longo do Danúbio, e de suas belas pontes que unem as duas partes do local: na margem direita, Buda, a colina onde fica o Distrito do Castelo, cheia de história; na esquerda, Pest, a parte plana e mais animada da capital húngara, com muitas lojas, restaurantes, hotéis, teatros e parques.
Budapeste é linda até debaixo de neve, mas é muito mais 'desfrutável' no verão. E os 35ºC nem incomodam, porque uma brisa constante ameniza o calor dessa região muito arborizada, repleta de parques e dona de um invejável patrimônio: os balneários de água mineral quente - absolutamente imperdíveis - desfrutados desde os tempos do Império Romano.

Praticamente renascida depois da 2ª Guerra Mundial, e tendo ganhado a renovação de seus tempos de glória após o fim do comunismo, a cidade tem oferta cultural permanente, seja em museus ou concertos, ou mesmo na saborosa e calórica culinária, com destaque para os doces e bolos preparados com esmero desde os tempos em que Sissi, a imperatriz, frequentava a cidade.

Uma visita a Budapeste exige no mínimo três dias inteiros andando muito. Ao menos foi o que eu fiz quando estive lá há alguns anos. Uma dica para aproveitar ainda mais o destino é, antes da viagem, consultar - ainda que rapidamente - informações históricas da região: as invasões otomanas, os Habsburgos, o Império Austro-Húngaro e os imperadores Franz Joseph I e sua esposa, Sissi porque eles aparecerão com frequência. Leia também sobre a importância do Danúbio, o rio que corta a cidade e foi celebrado na valsa de Strauss. A propósito... o Danúbio não é azul.

Gastronomia
Come-se muito bem em Budapeste, Mas não se pode dizer que a cidade foi visitada sem que os turistas provem o goulash, um ensopado feito com carne, batata, cenoura e, naturalmente, páprica, condimento que, aliás, entra na preparação de diversos pratos.

Outras especialidades da gastronomia húngara incluem as carnes de caça, javali, foie gras e muitas sopas, assim como os salames de todos os tipos, vistos no velho e bom sanduíche ou na pizza.

Quem não quiser nada disso pode recorrer aos restaurantes de culinária internacional espalhados por toda a cidade, assim como pizzarias, sushi houses, lanchonetes e muitos 'Giros', os chamados 'churrasquinhos gregos'.

São os doces, sem sombra de dúvida, que tiram qualquer um do sério: bolos como o famoso 'Dobos' de sete camadas finíssimas de massa, entremeadas por creme e cobertas por uma crosta de caramelo; doces à base de massa folhada e recheio de creme de baunilha; tortas de chocolate cobertas de ganache, mais uma porção de outras tentações servidas com café, capuccino, chocolate ou 'limonades', o genérico local para sucos de frutas (laranja com gengibre, morango com majericão) ideais para o verão.

Há doces por toda a parte, mas seria imperdoável deixar de ir à Gerbeaud, a doceira favorita de Sissi, a Imperatriz, que desde 1858 instiga o pecado da gula num belo edifício, ao estilo parisiense, na Praça Vörösmarty, no centro de Budapeste, próxima à catedral de Santo Estevão. Totalmente restaurada, a confeitaria que resistiu às guerras e à ocupação comunista, mantém a decoração com cortinas de veludos, lustres de cristais, tudo do jeito que agradava sua nobre clientela. Outro drinque muito popular na Hungria, especialmente no verão, é o Fröccs (ou Spritzer) feito com vinho branco e água com gás, geralmente misturados meio a meio e toques de xarope de edelberry.
Compras
Para compras de luxo, o endereço é a avenida Andrassy onde ficam as lojas da Burberry, Cavalli, Dolce&Gabana, Emporio Armani, Louis Vuitton e Gucci. Magazines de roupas masculinas e femininas ficam na rua Deak, atual centro da moda (a Fashion Street), que liga a Praça Deak com a Praça Vörösmarty com edifícios restaurados em que estão marcas internacionais como Tommy Hilfinger, Boss, Byblos e Marks & Spencer. A Váci Utca, também perto da praça Vörösmarty e adjacências, é a rua para encontrar marcas internacionais, jóias e artesanato.
O Mercado Central é um excelente lugar para se comprar lembrancinhas, como saquinhos de páprica decorados; palinkas, o aguardente feito da fermentação de frutas; licor Unicon, feito de ervas amargas ou ainda o mais famoso dos vinhos húngaros, o Tokaji.

Buda e Pest

Buda
A região histórica da cidade, imponente visão do lado de Pest, é onde fica o Castelo de Buda, totalmente reconstruído depois dos bombardeios da 2ª Guerra Mundial. É lá também que está o complexo da igreja de Mátyás (onde os reis eram coroados) e seus típicos telhados de cerâmica colorida, o Bastião dos Pescadores, e suas sete torres pontudas, simbolizando os líderes das tribos húngaras. Por que pescadores no alto do morro? Porque ali havia um mercado medieval onde se vendia peixe e as antigas muralhas da cidade, defendidas pela Corporação dos Pescadores. Vale a pena passar uma manhã inteira na parte histórica de Buda e caminhar pelas ruas irregulares, observando os detalhes das edificações históricas que são belíssimas, mas imperdível é o panorama da cidade, vista do alto, com o Parlamento se destacando no outro lado do rio.

Pest
Pest é a parte plana de Budapeste, onde não faltam parques, lojas, restaurantes e muita animação. Caminhar pelo calçadão à beira rio, no lado Pest, é uma das delícias que essa cidade superlimpa e bastante segura oferece ao turista. Do lado de lá, a visão imponente do Castelo; do lado de cá, o impressionante edifício do Parlamento, um primor em estilo neogótico, cartão-postal da cidade assim como a Catedral de Santo Estêvão. Se tiver pernas e fôlego, há uma bela visão da cidade depois de subir 302 degraus na construção.

Pest tem muitas praças onde a água jorra de fontes e do chão para alegre refresco do verão; muitos hotéis charmosos; bares; sorveterias (vale a pena esquecer o regime e provar os sorvetes de frutas vermelhas!) ruas e praças bem cuidadas e restaurantes que servem os saborosos pratos da culinária húngara.

Ainda em Pest fica a região exclusiva para pedestres e nela, a Fashion Street, onde estão as principais lojas de departamento (H&M, Marks & Spencer, The New Yorker, Benetton, Polo Ralph Loren, além das muitas locais) e lojas de roupas típicas, aquelas bordadas com flores, muito coloridas e que por lá são usadas para ir à missa, nos domingos, em casamentos e outras ocasiões festivas.

Informações gerais
Site do país: hungary.com

Site da cidade: www.budapest.com

Idioma oficial: Húngaro. Já se fala bastante inglês na cidade, mas praticamente tudo é escrito em húngaro.

Moeda: Florint húngaro (HUF). As lojas aceitam euros, mas o troco é em HUF e nem sempre o câmbio é favorável. Cartões de débito são aceitos por toda parte.

Fuso horário: Quatro horas a mais em relação a Brasília

DDI: 0036

Código de acesso da cidade: 1

Informações 24h: 36 1438 8080

Telefones de emergência: 112 (geral), 107 (polícia), 104 (ambulância)

Horários de lojas: de segunda a sexta, das 10 às 18 h, sábado até as 13h

Eletricidade: 230 Volts, tomada de dois pinos, redondos

Gorjetas: Não é obrigatório, mas é comum deixar 10% do valor da conta.

Embaixada brasileira: Alkotás utca 50, B épület, II emelet. Tel: (36-1) 351-006062 / (36-1) 351-006062

 

 

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