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Sao Paulo,15 de outubro de 2009

 



Dolar traz oportunidade para o turismo decolar



Dólar em queda e promoções de baixa temporada abrem oportunidade para o turista que pretende viajar agora ou adquirir pacotes antecipados para o verão brasileiro, cruzeiros e até mesmo embarcar no próximo ano para o Hemisfério Norte. Além do real fortalecido, a reação da economia e o fim do temor da gripe A impulsionam principalmente as viagens para o Exterior.

Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Rio Grande do Sul (Abav/RS), Carmen Marun calcula que a procura por destinos em outros países está até 30% superior ao volume do mesmo período de 2008, movimento explicado pelo câmbio e pela chance de visitar a Europa com o clima ainda ameno do outono.

Conforme a Abav nacional, o terceiro trimestre teve uma procura 10% superior aos mesmos meses de 2008. Mas devido ao primeiro semestre fraco, a projeção é de chegar a dezembro com uma queda de 5% ante os 5 milhões de pacotes vendidos para o Exterior do ano passado.

Valter Patriani, presidente da operadora CVC, a maior do país, estima que os pacotes estão em média 20% mais baratos se confrontados com o mesmo período do ano passado e, como a concorrência nacional não quer perder clientes, acompanha a queda das tarifas.

– Este é um momento especial para comprar pacotes para o Brasil ou outra parte do mundo. Acredito que o dólar está no limite da queda – diz Patriani, que cita como exemplo de promoções pacotes com passagem aérea e hospedagem para passar cinco dias em uma capital europeia por R$ 2 mil, pagos em oito vezes sem juros, valor um terço inferior ao usual.

Carmen Marun lembra que os cruzeiros, febre do litoral brasileiro, também são dolarizados e os pacotes ainda podem ser adquiridos com descontos, assim como opções para as festas de final do ano.

– Muita gente não sabe que pode comprar agora e pagar parcelado com o dólar travado – ressalta.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Alvaro Bezerra de Mello, também percebe uma busca maior pelo Exterior e diz que, no Brasil, a região que mais sofre é o litoral nordestino.

Enquanto no Rio de Janeiro o turista nacional ocupa o espaço do estrangeiro, no Nordeste foram construídos vários resorts nos últimos anos que seriam abastecidos por voos charter da Europa, fluxo que não se confirmou pela crise e, agora, pelo câmbio desfavorável ao estrangeiro.

 

 

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