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São Paulo, 03 de novembro de 2009
Para curtir as piscinas naturais
As piscinas naturais são o fetiche número um dos brasileiros de férias no Nordeste. Na falta de uma beira-mar cristalina como a de praias do Caribe ou da Polinésia, vamos em busca da água transparente represada por recifes na maré baixa. No entanto, para encontrar as piscinas minimamente parecidas com o que as fotos de divulgação mostram, é necessária uma conjunção de fatores. Veja como fazer o seu passeio ser bem-sucedido.
ENTENDA A MARÉ
A maré baixa é um fenômeno que não ocorre num horário fixo. A cada dia, atrasa entre 30 e 45 minutos. Para ter ideia do horário das marés na época da sua viagem, entre no site da Marinha ( www.mar.mil.br/dhn/chm/tabuas/index.htm ) e selecione o porto mais próximo. O melhor momento para estar na piscina natural é nos noventa minutos anteriores ao pico mínimo das águas.
VEJA A LUA
Durante a vigência das luas cheia e nova o movimento da maré é mais radical. Isso proporciona piscinas mais rasas e mais cristalinas.
SOL E CHUVA
O sol alto aumenta a transparência do mar: evite dias em que a maré baixa ocorra ao amanhecer ou entardecer. Com tempo nublado o passeio também perde a graça. E depois de chuvas intensas a piscina leva uns dias para recuperar a beleza.
MARACAJAÚ (RN)
Fica a 60 km ao norte de Natal. chegando lá, são mais 20 minutos de lancha. Raramente fica rasinha e supertransparente. Sua beleza, porém, está nos corais que permanecem submersos. Snorkel é fundamental.
PICÃOZINHO (PB)
É a mais bonita piscina natural encontrada dentro de uma capital: as saídas são da beira-mar de Tambaú. Perto dali, o recife do Picão das Agulhas é ideal para mergulhadores iniciantes.
ATALAIA (PE)
É impossível falar sobre a piscina natural de Fernando de Noronha sem mencionar a palavra "aquário". O acesso é a pé, de preferência pela trilha mais longa (guiada), que leva uma hora.
PORTO DE GALINHAS (PE)
A mais procurada do Nordeste, recentemente teve sua área de visitação reduzida por razões ambientais. Se você não levasse câmera, poderia ir nadando - mas o curto passeio de jangada deixa tudo mais divertido.
MARAGOGI (AL)
As piscinas aqui têm nome próprio: são as Galés. A abundância de peixinhos atrai multidões que viajam duas horas desde Maceió. Meu conselho: deixe para ir às Galés quando você estiver hospedado em Maragogi. Desta maneira fica mais fácil aproveitar enquanto a densidade demográfica está baixa. Se você está em Maceió, escolha Paripueira, que fica a apenas 32 km para o norte.
MORERÉ (BA)
Mesmo estando perto da tranquila Ilha de Boipeba, tem mais a cara da agitada Morro de São Paulo - de onde parte a maioria das lanchas.
TAIPUS DE FORA (BA)
Praia mais famosa da península de Maraú, Taipus tem uma piscina natural que só se revela completamente nas épocas de lua cheia ou nova. Nos outros períodos, oferece um banho gostosíssimo - mas nada parecido com as fotos aéreas dos folhetos publicitários. O bate-volta desde Itacaré é programa de índio: são duas horas e meia de sacolejo pela estrada de terra.
VALE MESMO A PENA?
As piscinas que justificam a viagem são as que estão fora do turismo organizado de massa. Se você estiver no Nordeste e oferecerem um passeio a uma piascina natural da qual você nunca ouviu falar, vá. E não conte...
INTERNET PARA VIAGEM | http://www.matraqueando.blogspot.com/ .
Sul do Brasil, Europa e Oriente Médio são os pontos fortes do blog da jornalista paranaense Sílvia Oliveira. Uma seção ensina a viajar pela Europa com US$ 50 por dia, economizando com dignidade.

O Estado de São Paulo - 03.11.2009
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